Wednesday, July 02, 2008

MARCELO ARIEL











Mencionado por:

Edson Cruz

Menciona:


Daniel Faria
Felipe Stefani
Flávio Viegas Amoreira
Ademir Demarchi
Beatriz Bajo





POEMAS



1.

PHOTOMATON PONGE


O olhar-sombra é o efeito-Velázquez Ela imita o eu :A máscara imaterial em volta do objeto-vivocomo um galho na ponta da auréola O Eu-Anêmônada Esperando o Virgílio das coisaspor ele a noite enrugada tira os óculospara a infinita transparência
da ausência como um Método Eidético,Esse olhar inaugura o agógico para o véu de Berkeley Canta o grão no vidro de água,A madeira no olhar do ouro,A aurora efervescente da pérola de lôdo,O 'Bateau-Ivre' no sangue chamandoa infância da névoa que escondiao incêndio no bosque filológico.

2.

PHOTOMATON CECIM :


Por que se reescrever..
E se agora em mim viesse o vão da voz..
No amazôniko..
Sim, no espelho que nos cega apesar do SoL do sonho brilhando fora da literatura , além do vôo sem asas da ave-Flaubert que já anunciavam as transfigurações que já anunciavam as transfigurações que depois ouviremos nos sinos de Andrei Rublev e Lars Von Triers
Como te sentes diante de tuas partes invisíveis ?
Depois de atravessar a água da obscuridade a flor do silêncio começa a ofuscar o ouro do tempo
Esse ladrão de auroras capaz de imantar um cristal escuro no permanente eclipse branco da memória
E o que somos além do intrumento da tua invisibilidade?
Um vôo para essas asas que afundam no rio das imagens
Como o menino vicente franz cecim na ilha das cigarras
se lembrado dos pássaros que também já foram nuvens...

Cantando o lendário salmo dos fios
Enquanto segura nossas mãos
Na alma ,
Por que só há uma para acordar tudo ?

Para ir a uma festa triste, que insiste em nos convidar para essa dança das falsas dualidades ?
Por que essa beleza assustadora e estonteante do invisível e sua embriaguez de sonho ?
Como a sensação de perseguir uma miragem onírica, a vida
Não se toca nela por dentro
Para isso usamos o fantasma do mundo da palavra
Esse que fala Corrompendo a névoa do silêncio onde afunda
a casca lendo a casca

3.

SEM-TÍTULO

A linguagem foi criada para fixar a vida, mas ela não consegue fazer isso, ela apenas cava a aura da vida, sua aura de acontecimento puro imune a eventos e outras simulações, embora cave fundo e incessantemente, a linguagem jamais encontra um centro ou essência da vida para fixá-la em seu corpo de signos e sons. Por isso não acredito na linguagem como um lugar que será um dia visitado pela vida ou seja pela essência do acontecimento, mas apenas como uma ponte utilizada pelos que se afastaram muito dela por dentro para tentar atravessá-lae vê-la ao mesmo tempo, enquanto outros se afastaram muito dela por fora, para tentar atravessá-la e controlá-la ao mesmo tempo.Ambos fracassam, seja lá o que fizermos sempre estaremos nos afastando da vida por dentro ou por fora e estamos todos em cima dessa ponte erguida aqui sobre o rio morto das coisas-mercadoria, de um lado os escravos-fantasmagorizados por seu próprio reflexo nas águas do rio morto das coisas mercadoria se encontram conosco, nós os enfeitiçados e domados pela mistificação da linguagem, os escravos presos na ponte, que para nós é um local de observação, nos movemos por dentro através da ponte, os fantasmagorizados passam por nós e nós ficamos ali até que o silêncio e a morte unem as duas margens do rio, cancelando a ponte e finalmente fixando a vida em algo.
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Sim,ela foi a democratização absoluta da graça...me lembro quando todas as cascas foram dissolvidas e a bem-aventurança ainda estava lá...a absolvição geral e irrestrita de toda a humanidade...o cancelamento do suicídio do espírito e etç...
Você ainda estava lá quando a terra parecia vazia e totalmente devastada...ainda estava lá para ver a rosa


(textos do livro inédito : TEATROFANTASMA)





BIO/BIBLIOGRAFIA



Nasci em 8 de julho de 1968, sou escritor,editor e andarilho.
Publiquei até o momento 2 livros: ME ENTERREM COM A MINHA AR 15 ( COLETIVO DULCINÉIA CATADORA) e
TRATADO DOS ANJOS AFOGADOS ( LETRASELVAGEM)

http://www.teatrofantasma.blogspot.com/
http://www.letraselvagem.com.br/
http://www.ouopensamentocontinuo.blogspot.com/






POÉTICA


A poética para mim é uma busca através da palavra de uma autenticidade dentro do mundo, é um passeio por um campo ontológico
onde podemos colher flores de silêncio.

2 comments:

Sonia Regly said...

Interessante seu Blog, gostei muito.Vim te convidar para conhecer o Compartilhando as Letras, sua visita será uma honra!!!!!

Palbo said...

Un monje le preguntó a Joshu: "Esta vaca, ¿tiene la naturaleza de Buda?"

Joshu respondió: "¡Mu!"