Thursday, April 09, 2009

MARIANA FERREIRA









Menciona:
Fabrício CarpinejarFlaviana de Freitas
Lucas Pessoa
Luis Gustavo Cardoso
Rita Apoena




POEMAS

À verdade.
Verdade morena
não deita
fácil
com qualquer poema, boca e
desejo. Verdade morena
são nomes, sigilo
datas.
Biografia de
um contexto
loiro que
esvaiu sentimento.
não deita.
acomoda
o
tempo
desacostumado.
Viaja, frui repele.
...
recai
a ardor
de
insolação
a cada
hífen-de-me-decifra
no mais
bemol do
te-quero.
tímido.
Deita.
Mas com
preliminares exigentes
de não somos

narrativa ensaiada.
Desenredo,
Eu e Outro
Lírico,
adjetivos
e sujeito. composto.
Convém.
Cada.
E deita à vontade
à verdade
ao soar onisciente
que exala de
qualquer _mas qualquer_
melanina de pensamento.
tá. Eu te escrevo. Te
inquieto. Experimento.
Faço verbo.
(deita..?)




E.

Só que as árvores e o medo
não estavam nos lugares corretos.
Jovens femininas em tom e timbre sem estudo
falavam nomes, números
e cabelos.
E o rio se desfazia
a verdade sorria
e os pés descalços e mal-cheirosos
demonstravam conforto e imponência
na poltrona ao lado da estrada
Seca.
Era Natal
e o comum exalava intimidade
e ao som de um pasto sem nada
eu voltei.




Se assim permitir.

Há sinceros todo-dia
catequista de boca cheia
(no almoço)
salgado
soluço
toicinho. Criança.
segredo
de...
Cumadre vai embora
levando comida
e
versos.
Prontos como
o enredo da
louça. silêncio.
Despir e sonhar
e aí poesia.
Prado de alegria
com licença ao
mil avô,
constantemente amanhecendo
em linhagens
de palavras
cálidas,
engenho entre
horas.
Interstício
desdobrável
É. Ora sempre.
(e minha licença
termina) assim,

Adélia.

(Este poema foi escrito humildemente à "fogo de Divinópolis", a imprescindível Adélia Prado, a quem tive a oportunidade de conhecer e conversar na manhã de 4 de abril de 2009)




BIO


Agora e mais tarde, Mariana Ferreira como nenhuma outra. Amanhã já não sabe nada. Apenas de novembro de 1985, ballet, violão, graduação (em andamento) em Relações Internacionais, pela UNESP, e depois, há o exagero de alguns anos por aí. Aglutina letras em http://www.maridara.blogspot.com/




POÉTICA

Qualquer coisa como sombra e como você quiser. Pára no entre pessoas e movimentos, sai pra escrever, e volta a ser dia, noite, paredes. E isso é o mais difícil.

3 comments:

JESSÉ BARBOSA said...

gosto desta sua poética sensorial, sentida e que desdenha a linearidade. ela, para mim,
alija a sublimação de coisas solenes; privilegiando o néctar
que exala do prosaico: captando
os matizes de seus encantos e sua
beleza. um poema que demonstra isso é o E.

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

Mariana Botelho said...

Eis que surge uma xará! Adorei.

Nydia Bonetti said...

Gostei demais. Gente... Quanta gente boa por aqui!!!