Wednesday, April 04, 2007

BRUNO BRUM



mencionado por:Estrela Leminski
Marcelo Sahea
menciona a:Amarildo Anzolin
Francisco Kaq
Nicolas Behr
Augusto de Campos
Sebastião Nunes






PISTA

Passou apressada,
as pernas pesando
mais que as asas
– as unhas –
de uma vespa
que, como não
passasse,
despistasse
– –
o próprio
passo.



(inédito)








ESTRA

Não sei se você
se lembra de mim

(não me lembro
de você).

Se perguntarem
diremos que não.

Mas todos sabem
(assim como nós)

que certas coisas devem
ser deixadas de fora,

certas coisas precisam
ser deixadas de fora.



(inédito)











DESAPARECIDO

Na hora certa
desço do carro
e apago a luz.

Ninguém saberá
dessas coisas
que nos comovem.

Não vão nos chamar
de velhos calhordas
e isso é o que importa,
isso é o que importa, meu bem.




(inédito)









Biografia:
Bruno Brum nasceu em Belo Horizonte, em janeiro de 1981. Em 2004 publicou seu primeiro volume de poemas, "mínima idéia", pela Sêlo Editorial. Apresentou performances e poemas visuais em diversos eventos no Brasil, entre eles o Psiu Poético, em Montes Claros, o Fórum das Letras, em Ouro Preto, a Zona de Invenção Poesia &, em Belo Horizonte e a Balada Literária, em São Paulo. É um dos editores da Revista de Autofagia, dedicada à poesia e às artes em geral. Escreve no blogue saborgraxa.blogspot.com.

Poética:
ficava compenetrado como se algo de extraordinário estivesse acontecendolevava tudo muito a sério aquele bezerro


11 comments:

Um said...

Muito, mas muito legal o seu trabalho. Certas coisas precisam ser realmente deixadas de fora...Mas convém aumentar o som, pois algumas delas cultivam maus hábitos, como arranhar portas e apedrejarem janelas...

Um grande abraço.

Naeno said...

Bruno, te vejo tão novo e cheio de talento. Li tuas poesias e me encantei com todas.

Queria que você viesse ao meu blog ver o meu trabalho e me dar a sua opinião sobre o que faço.

MULHERES DE SIM E NÃO

Há mulheres que dizem sim
E um não atrás, descarado.
Armas, se o tempo fosse de guerra,
Cobririam as suas bocas suas madeixas.
E o tempo urde para o que se contou
Ligeiro, que quem não come apressado
Comerá sobejo.
E ela se deita, dizendo sim,
Sim que ama, sim que quer,
Sim que mente enquanto puder.
Há mulheres que dizem não
E um não que à frente deixam desencaminhados
O flerte, a boca, a descida brusca
Numa câmara lenta.
E repete não, e insiste não,
E deixa-se negando,
Até o sol nascer.

Um abraço fraterno

Naeno

Felipe Martini said...

não gostei, tchê.

Anonymous said...

salve bruno. primeiro te vi aí. que bom. que legal, sua companhia. agora vou ler. abração, chacal

Anonymous said...

Puxa, señor Anibal, essa fila não anda mais?

Maurício

Aníbal Cristobo said...

Ainda anda, ainda anda, senhor Maurício. Um pouco de paciência só.

Aníbal.-

bruno brum said...

Um e Naeno: grato pelos elogios. Abraço pra vocês..
Chacal: bom te encontrar também, forte abraço pra vc.
Felipe: paciência, fazer o quê? Mas acho legal cada um dizer o que acha.
Maurício: mais uma vez, paciência.
Aníbal: mais uma vez, obrigado pelo espaço e parabéns pelo projeto.

Aníbal Cristobo said...

Obrigado você e vocês ai. Só uma coisa mais: estou tendo problemas para carregar os poetas no blogger. Peço um pouco de paciência.
Abraços,
a.-

nohaypoema said...

Soy Rodrigo Flores, de México, me gustaron los poemas pero ESTRA es espectacular. Mi correo es:

muertedeunpoeta@yahoo.com.mx

http://laseleccionesafectivasmexico.blogspot.com/2006/12/rodrigo-flores.html

afonso alves said...

simetria e a entropia -
sempre palavras que aderem a pele.
afonso alves

Clara Vasconcellos said...

Certas coisas precisam mesmo ser deixadas de fora... Adorei seus textos.
Beijo