Friday, August 08, 2008

LAU SIQUEIRA














Mencionado por:
Adelaide do Julinho
Ana Elisa Ribeiro

Menciona:
Sérgio de Castro Pinto
Antônio Mariano
André Ricardo Aguiar
Amador Ribeiro Neto
Daniel Sampaio




POEMAS


........................................condição perene
................................................nas cheias
................................o rio comanda o espetáculo
..................................e as margens são apenas
.............................degraus para o leito mais fundo
...................................................nas secas
...........................................o rio é a margem





deus


fingiu que estava
criando o mundo

trabalhou seis dias
oito horas em dois turnos
salário de cento e oitenta
pregos

ornamentou noites
criou nuvens
e ventos

do barro fez a criatura

num sopro
o inventário das paisagens

uma vez pronta a maquete
exonerou-se
e ficou mudo

hoje
dies dominicu
reaparece com trezentas
mil faces midiáticas

(dizem que vive em tudo)


(do livro Sem Meias Palavras)




..............................................................por
que.......................................................escrevo poemas
...............................................................curtos?

..................................................................(eu
.................................................................ando
...................................................................em
.................................................................busca
....................................................................do
................................................................silêncio)


(do livro O Guardador de Sorrisos)






BIO/BIBLIOGRAFIA



Lau Siqueira nasceu em Jaguarão/RS e reside atualmente em João Pessoa-PB. Publicou "O Comício das Veias", Ed. Idéia-PB, 1993; "O Guardador de Sorrisos", Trema Edições-PB, 1998; "Sem Meias Palavras", Editora Idéia-PB, 2002; "Texto Sentido", Edição do Autor, 2007. Participa de algumas coletâneas e antologias, como "Na virada do século – poesia de invenção no Brasil", Editora Landy-SP. Participa das coletâneas anuais do Livro da Tribo, Editora da Tribo-SP. Mantém o blog Poesia Sim,
http://www.poesia-sim-poesia.blogspot.com/ e sua poesia pode ser encontrada na internet, revistas e suplementos.





POÉTICA



Escrever poemas é não temer o ridículo, tenho dito. Escrever poemas é um ato de uma inutilidade imprescindível. É arriscar-se sempre no limite além do limite. Um mergulho cósmico no oco da procura. Escrever poemas é, sobretudo, transgredir-se permanentemente. É saber-se muito além do que buscamos, quando buscamos. É saber que a poesia é a beleza do vôo e não o pássaro. E que o poema é um processo de tradução de pegadas atemporais, ancoradas na linguagem. A poesia, nem tanto. Ou melhor: nem tonto. Sei lá!

1 comment:

mar said...

Lau!!!!!!
tanto tiempo!!
maravillosa tu poesía siempre
un fuerte abrazo